27 de mar. de 2011

O racismo no primeiro mundo


A Escócia, adversário da Seleção Brasileira desta manhã de domingo era muito fraco. Por isso o amistoso foi chato, entediante para uma manhã de folga. Porém, a notícia, dissimulada pela grande imprensa que cobriu este confronto futebolístico caça-níquel foi mais uma demonstração de racismo por parte de torcedores ingleses. No intervalo do jogo, quando os jogadores brasileiros se retiravam para o vestiário uma banana foi atirada ao campo.Uma vergonha, uma atitude segregacionista e condenável em todos os aspectos.
A pergunta que me ocorre é a seguinte: vale a pena levar a nossa Seleção Canarinho, patrimônio nacional e um dos orgulhos do povo brasileiro, para jogar amistosos na Europa? Eu entendo que não. Nada é mais importante para uma Nação do que respeito, seja ele no campo do esporte, da política, da música e outros afins. Os ingleses e outros países onde o racismo é mais forte não merecem assistir ao vivo o melhor futebol do mundo. E não adianta contra argumentar que este foi um caso isolado que não representa a opinião do povo inglês. A verdade é que os crimes de racismo continuam cada vez mais comuns na Europa, na medida em que povos de outros continentes passam a ocupar maior espaço em vários segmentos, entre eles o futebol. Brasileiros, africanos, hispânicos, entre outros se destacam no esporte.
Levar a Seleção Brasileira para amistosos na Europa só beneficia o bolso da Sra CBF e do Sr. Ricardo Teixeira que se perpetuou no poder da entidade representativa do futebol do nosso País. É preciso dar um basta, pedir a intervenção do governo federal para que episódios tristes e lamentáveis como o deste domingo não se repitam mais. Nós, brasileiros, não merecemos este tipo de tratamento.

21 de mar. de 2011

A lixeira da futilidade

Na era da comunicação integrada e em tempo real, da cable TV e suas mais de 100 opções, as pessoas podem escolher a informação que vão consumir. A preferência ainda é pelo lixo televisivo. Programas de gosto duvidoso não são novidades na TV brasileira. As chanchadas da década de 1970 eram ruins e os programas de auditório sofríveis. Por que continuamos a consumir tanta porcaria?

Tecnologia. O lixo eletrônico está mais bem produzido, mascarado, virou sinônimo de grande audiência e de lucro para as emissoras de TV que investem pesado na produção deste tipo de entretenimento. E isto preocupa quem prefere programas que estimulem o debate, trazendo à baila temas atuais e de relevância no contexto social. Este tipo de proposta é cada vez mais rara na TV brasileira. E quando abre-se o espaço na grade, os horários  são colados aos do corujão, ou seja, inacessíveis ao trabalhador.

Hoje, as bundas das "panicats" ou a exploração emocional da miséria do cotidiano são mais importantes para a TV brasileira que a crise no Oriente Médio. São dezenas de programas de excelente produção e nenhum conteúdo. "Vende-se" desde o prazer visual até a realização de sonhos impossíveis para milhões de brasileiros, como a reforma da casa, do carro ou a viagem inesquecível. E tem lista de espera para patrocinadores.

O país vive o milagre da liberdade. A TV brasileira é a válvula de escape do desejo latente da felicidade. A vida real é transportada para dentro da casa do telespectador. Assim, programas como o reality Show Big Brother Brasil vão se mantendo com picos de audiência acima da média. E lá se vão mais de uma década de sucesso. Não vejo, não ouço e recuso-me a discutir quem deve ou não deixar a casa, mas diante de tanto marketing permito-me admtir que o BBB é um fenômeno de audiência, o programa de entretenimento de maior sucesso da história da TV brasileira. E não é apenas a audiência que mantém o BBB no ar, mas principalmente a questão financeira. Independente do que se faz e se diz dentro da casa dos brothers, o programa vai se mantendo como o líder de audiência na lixeira da futilidade.