7 de nov. de 2010

A ponte

A interferência da Justiça no caso da ponte Hercílio Deeke mostra o quando o poder público é omisso na defesa dos interesses do cidadão. Há quase uma década, Gaspar se debate contra um problema extremamente grave. Se a ponte for mesmo interditada, inclusive para a passagem de pedestres, vai gerar um enorme problema social, como o desemprego e a transferência de muitas empresas para outros municípios. Com sua estrutura comprometida, a ponte já se configura em uma situação extremamente grave, assim como é o trânsito da região central da cidade. O prefeito, Celso Zuchi, e seus assessores deveriam trabalhar para que fosse instaurado o estado de calamidade pública na cidade. Somente assim, as autoridades federais iriam se sensibilizar e liberar os tão propagados recursos para restaurar a combalida Hercílio Deeke. Ao invés disso, empurraram o problema com a barriga, anunciaram obras gigantescas, como a construção da Ponte de Vale. Esta não é a nossa prioridade. Não queremos uma ponte asfaltada, com ciclovia e quatro pistas. Queremos, na nossa humildade de um povo preterido em praticamente tudo nos últimos anos, uma simples pontezinha, um pontilhão que seja para que possamos atravessar com segurança, levando nossos filhos e o progresso de um lado a outro, mais nada do que isso. Chega de fantasias, de projetos faraônicos. Queremos de volta a nossa ponte.(Editorial escrito para o Jornal Metas em 06/11/2010