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| Foto Divulgação |
A grande crise do final deste século será a da falta de espaço. A população mundial cresce rapidamente. Se há 30 ou 40 anos, a expectativa de vida do brasileiro era de 65 anos, hoje, com os recursos da medicina, a média de vida pode já ter ultrapassado 70 anos. Com menos gente morrendo, felizmente, sobra menos espaço para nos movimentarmos nas cidades. As alternativas, tanto em países desenvolvidos quanto nos subdesenvolvidos são bastante tímidas diante do agravamento do problema.
No Brasil, a falta de espaço já se observa em cidades de médio porte. A grande questão é onde buscar recursos financeiros para investir na abertura de espaço nas cidades brasileiras, a maioria delas mal planeada. Os investimentos para solucionar o problema do trânsito de São Paulo são elevados. Todavia, os governos precisam começar a planejar um futuro sem espaço nas cidades.
O Brasil é um caso típico de país de dimensões continentais, porém com uma população mal distribuída. Enquanto nas regiões Sul e Sudeste, onde estão as maiores oportunidades de emprego, se concentra quase 70% da população do país, na região Norte sobra espaço. Lógico que a ocupação do Norte do Brasil só não se intensificou na metade da década de 1970 para cá porque o governo não fez chegar a infraestrutura necessária de saneamento e acesso viário. Hoje o principal meio de transporte da população menos favorecida do Norte do Brasil é o barco, enquanto os ricos se deslocam de avião. Portanto, enquanto os governos não olharem com mais carinho para a questão da falta de espaço nas médias e grandes cidades brasileiras, a tendência é que a crise se agrave e o remédio curativo poderá ser mais oneroso que o preventivo.
