12 de out. de 2010

A oposição que não sabe ser oposição


"A triste verdade sobre as próximas eleições no Brasil é que não será decidida com base em princípios ou valores. Ninguém se importa se Dilma Roussef tenha assassinado ou roubado.  É apenas o populismo na forma mais cruel. Ela é a senhora Lula.  Os pobres se beneficiaram um pouco do fim da inflação, e se esqueceram que esta situação foi herdada por Lula". (o primeiro parágrafo do editorial de um jornal canadense às vésperas do primeiro turno das eleições de 2010 no Brasil.)


Vinda de um jornal comprometido com um sistema imperialista, que nos últimos 70 anos adotou uma política internacional de domínio e de invasão da soberania nacional, impedindo o desenvolvimento de várias nações, nada mais normal. Os países do primeiro bloco monitoram o crescimento de todas as economias emergentes, entre elas a do Brasil. Felizmente, a despeito de todos os equívocos cometidos, o Brasil tem avançado em vários indicadores sociais e econômicos. As nossas taxas de crescimento batem na casa de 4% ao ano. Isto incomoda os países ricos. O FMI não e mais o nosso calcanhar de Aquiles. Seus economistas já não podem mais dizer o que devemos fazer com as nossas riquezas. A enorme dívida externa brasileira está paga (começou a ser paga no governo FHC e se concluiu nos dois governos Lula). O superávit da balança comercial brasileira tem se mantido em um saldo satisfatório. O Pré-sal é uma realidade assustadora aos observadores internacionais.
Há cinco anos, os Estados Unidos viveram uma das piores crises econômicas da sua história, e o Brasil não sucumbiu à quebradeira geral das grandes empresas multinacionais. Essa mudança nas relações internacionais do Brasil com os países do primeiro mundo preocupam os Estados Unidos e seus aliados.
Dilma Roussef está longe de ser a melhor solução para o Brasil, não tem experiência administrativa, é prepotente e rancorosa. O próprio PT tem sérias restrições ao seu nome. No entanto, não é a candidatura de Dilma que devemos lamentar neste momento que as pesquisas voltam a apontar para uma vitória da candidata do PT também no segundo turno das eleições,. Devemos, sim, lamentar a oposição que nunca soube ser oposição nos últimos oito anos. Mais uma vez faltou inteligência e um nome com ideias inovadoras para o Brasil do futuro. José Serra significa muito mais uma mudança política do que a de conceito de governo. Em recente debate na TV Bandeirantes,  Serra preferiu o confronto pessoal com a candidata petista, quando deveria ter usado o precioso tempo e a audiência do telespectador para apresentar o seu plano de governo. Serra ainda não apresentou a fórmula mágica para aumentar o salário-mínimo para R$ 600,00 e ainda dar um aumento real aos aposentados. Serra também diz que vai manter os programas assistencialistas do Governo Lula, e vai ainda criar o bolsa-saúde. O candidato rtucano é tão populista quanto o atual governante. Serra não é o líder que vai dar uma nova cara ao Brasil. É atrelado ao passado e comprometido com forças políticas conservadoras. Sem um candidato forte do lado governista, a oposição teve a oportunidade de voltar ao poder e a desperdiçou. O erro pode valer mais 12 anos de governo petista.