"A triste verdade sobre as próximas eleições
no Brasil é que não será decidida com base em princípios ou valores. Ninguém se
importa se Dilma Roussef tenha assassinado ou roubado. É apenas o populismo na
forma mais cruel. Ela é a senhora Lula. Os pobres se beneficiaram um
pouco do fim da inflação, e se esqueceram que esta situação foi herdada por
Lula". (o primeiro parágrafo do editorial de um jornal canadense às
vésperas do primeiro turno das eleições de 2010 no Brasil.)
Vinda de um jornal comprometido com um sistema imperialista, que nos últimos 70 anos adotou uma política internacional de
domínio e de invasão da soberania nacional, impedindo o desenvolvimento de
várias nações, nada mais normal. Os países do primeiro bloco monitoram o crescimento
de todas as economias emergentes, entre elas a do Brasil. Felizmente, a despeito de todos os equívocos
cometidos, o Brasil tem avançado em vários indicadores sociais e econômicos. As nossas
taxas de crescimento batem na casa de 4% ao ano. Isto incomoda os países ricos. O FMI não e mais o
nosso calcanhar de Aquiles. Seus economistas já não podem mais dizer o que devemos
fazer com as nossas riquezas. A enorme dívida externa brasileira está paga
(começou a ser paga no governo FHC e se concluiu nos dois governos Lula). O
superávit da balança comercial brasileira tem se mantido em um saldo satisfatório. O Pré-sal é uma realidade assustadora aos
observadores internacionais.
Há cinco anos, os Estados Unidos viveram uma das piores crises
econômicas da sua história, e o Brasil não sucumbiu à quebradeira geral das grandes empresas multinacionais. Essa mudança nas relações internacionais do Brasil com os países do primeiro mundo preocupam os Estados Unidos e
seus aliados.
Dilma Roussef está longe de ser a melhor solução para o
Brasil, não tem experiência administrativa, é prepotente e rancorosa. O próprio PT tem sérias restrições ao seu nome. No entanto, não é a candidatura de Dilma que
devemos lamentar neste momento que as pesquisas voltam a apontar para uma vitória da candidata do PT também no
segundo turno das eleições,. Devemos, sim, lamentar a oposição que nunca soube ser oposição nos
últimos oito anos. Mais uma vez faltou inteligência e um nome com ideias inovadoras
para o Brasil do futuro. José Serra significa muito mais uma mudança política
do que a de conceito de governo. Em recente debate na TV
Bandeirantes, Serra preferiu o confronto pessoal com a candidata petista, quando deveria
ter usado o precioso tempo e a audiência do telespectador para apresentar o seu
plano de governo. Serra ainda não apresentou a fórmula mágica para
aumentar o salário-mínimo para R$ 600,00 e ainda dar um aumento real aos
aposentados. Serra também diz que vai
manter os programas assistencialistas do Governo Lula, e vai ainda criar o
bolsa-saúde. O candidato rtucano é tão populista quanto o atual governante. Serra
não é o líder que vai dar uma nova cara ao Brasil. É atrelado ao passado e comprometido com forças políticas
conservadoras. Sem um candidato forte do lado
governista, a oposição teve a oportunidade de voltar ao poder e a desperdiçou. O erro pode valer mais 12 anos de governo petista.