12 de out. de 2010

Heróis de verdade

Se você ainda não leu, eu recomendo Heróis de Verdade (Editora Gente - 164 pág.), de Roberto Shinyashiki. O livro faz uma análise realista do comportamento da sociedade. O autor compara o passado do “ter” e do “ser” ao do atual momento, o do “parecer ser”. Antes, pessoas incultas e pobres de espírito acumulavam bens para mostrar que eram importantes para a sociedade. Hoje, a realidade mudou. A luta é para “parecer ter ou ser”. Para isso o ser humano se despe de valores morais e passa a viver fantasias.
Tornam-se super-heróis de papel para impressionar o mundo, alcançar fama, dinheiro e virar notícia de impacto. Querem parecer cultos e compram dezenas de livros quando são analfabetos funcionais; querem parecer competentes e  incorporam palavras bonitas e "estrangeirismos" ao seu vocabulário; querem parecer fashion e adotam os mais estranhos modismos, expondo-se ao ridículo. E de tanto parecer ser o máximo, a pessoa acaba se tornando o mínimo. Essa necessidade do ser humano de evoluir socialmente, a qualquer preço, criou uma legião de perdedores, pois a fantasia passa a ser tão real que acredita-se no poder. Tornam-se, no entanto, pessoas frustradas por não alcançarem o topo da pirâmide social, continuam em seu anonimato ou simples cidadãos. 
Os super-heróis de papel estão por todos os lados, querendo produzir novos super-heróis. Os filhos passam horas do dia entre aulas de piano, de dança, ginástica e cursos de idiomas. Perdem a hora de brincar, a infância lhes é roubada.
Quem precisa se sentir importante (e não útil) o tempo todo está criando um grande vazio na sua vida, e só vai descobrir isto quando retornar à realidade. Portanto, não queira ser mais do que você é capaz de ser. Não deixe que as pressões e as cobranças invadam sua vida. É preciso viver, ser útil, produtivo para a sociedade, menos egoísto e mais tolerante com a sua vida. Essa é a regra número um da sobrevivência.